Sem ‘copão’, limite de horário e fim das porções: entenda a nova lei das adegas e ‘disk bebidas’ em Bauru

Mudanças na Lei das Adegas em Bauru

A recente legislação sancionada pela Prefeitura de Bauru trouxe alterações significativas no funcionamento das adegas e estabelecimentos de “disk bebidas”. A nova Lei nº 8.017, assinada em 16 de abril e publicada em 25 de abril, visa estabelecer regras mais rigorosas para o setor, aumentando a responsabilidade dos comerciantes em relação à segurança e à ordem pública.

Prazo de Adequação para Estabelecimentos

Os estabelecimentos terão um período de 60 dias para se adaptar às novas normas antes que a fiscalização comece. Isso proporciona aos comerciantes uma oportunidade de reestruturar seus negócios de forma a atender às exigências legais, além de evitar penalidades futuras.

O Que Está Proibido com a Nova Legislação

Com a nova lei, algumas atividades estão claramente proibidas no ambiente das adegas:

lei das adegas Bauru

  • É vedado o consumo de bebidas alcoólicas nas dependências da adega e suas proximidades, incluindo calçadas.
  • Não será mais permitido tocar música no interior dos estabelecimentos.
  • O ato de fumar dentro das adegas está igualmente proibido.

Horários de Funcionamento das Adegas

A lei também estabelece limites claros para os horários de funcionamento:

  • Domingo a quinta-feira: atendimento ao público permitido até às 23h.
  • Sextas, sábados e vésperas de feriado: atendimento permitido até à meia-noite.
  • Após os horários definidos: o funcionamento será permitido exclusivamente para entrega (delivery), sem atendimento no balcão.

Novas Regras de Consumo nas Adegas

Além das restrições quanto ao consumo de bebidas, a venda também está sujeita a novas regras. Segundo a legislação:



  • A comercialização fica restrita a produtos industrializados e embalados.
  • Está proibida a venda de alimentos preparados, como lanches e porções.
  • Não será autorizada a venda de bebidas em porções fracionadas, como doses ou “copões”.

Implicações na Venda de Alimentos e Bebidas

As novas normativas podem afetar diretamente o modelo de negócio de muitas adegas. A proibição da venda de alimentos e a limitante de bebidas só industrializadas pode reduzir a atratividade desses estabelecimentos, especialmente em um mercado onde a oferta de lanches é comum. Enquanto algumas adegas podem buscar alternativas, outras podem enfrentar dificuldades significativas para manter a clientela e a viabilidade financeira.

Fiscalização e Punições para Infratores

A fiscalização da nova lei poderá contar com a colaboração das polícias Militar e Civil de Bauru. Aqueles que descumprirem as regras estabelecidas enfrentarão penalidades que são progressivas, podendo incluir:

  1. Advertências iniciais.
  2. Multas diretas.
  3. Multas em dobro para reincidências.
  4. Multas em quádruplo em casos de infrações continuadas.
  5. Interdições temporárias do estabelecimento.
  6. Cassação do alvará, impedindo a abertura de um negócio semelhante por um período de cinco anos.

Reações de Comerciantes e Moradores

A nova lei gerou reações diversas na comunidade. Comerciantes expressaram suas preocupações quanto aos impactos econômicos causados pelas restrições. Eles argumentam que a limitação de horários e a proibição da venda de produtos populares pode comprometer a viabilidade de seus negócios, especialmente porque o movimento nas lojas tende a ser mais intenso à noite.

Proteção à Comunidade e Segurança Pública

Os autores da legislação ressaltaram que as mudanças são uma resposta a um aumento nas ocorrências policiais nas proximidades das adegas, incluindo brigas e ações mais graves, como homicídios. A intenção é melhorar a segurança na comunidade e reduzir a incidência de problemas relacionados ao consumo excessivo de álcool.

Impactos Econômicos das Novas Regras

Os impactos econômicos das novas regras ainda estão sendo avaliados, mas comerciantes temem que a redução do horário de funcionamento e as limitações na venda de produtos possam levar a uma diminuição nas vendas e até mesmo ao fechamento de estabelecimentos. Contudo, a prefeitura defende a medida como essencial para a segurança da comunidade e a manutenção da ordem pública.



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